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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Caveiras: toda tropa tem os seus segredos

 Autor: Vitor Abdala
ISBN: 978-85-8461-183-6
Editora: Évora
Ano de Publicação: 2018
Páginas: 192
Skoob
Exemplar cedido pela editora

"Caveiras é um suspense policial com elementos de horror sobrenatural que mergulha na violência do Rio de Janeiro."

Um jornalista cumpre sua função buscando dados para escrever sua reportagem sobre a morte de mais um garoto, provavelmente iniciado na carreira do crime ou vítima de bala perdida. Uma mãe desesperada lhe conta que a morte de seu filho foi feita por policiais, mas não qualquer um, e sim a tropa de elite: o BOPE.

Resta dois caminhos. E um deles é seguir em frente buscando a verdade, mas será que a verdade é a melhor resposta? 
"Os policiais tinham várias formas de encobrir suas cagadas: ou diziam que tinham matado a vítima em legítima defesa; ou davam um sumiço no corpo; ou afirmavam que a vítima havia sido morta por bandidos da própria favela; ou que ela tinha sido atingida por uma "bala perdida"." (p.16)

Durante a leitura somos apresentados a várias personagens, com algumas temos um contato breve, como no caso de Serginho, o menino que foi morto, outras acompanhamos durante mais tempo: o jornalista. Gostei dele. Em um contexto como o apresentado pelo livro, falta a coragem que ele apresentou, mas faltou precaução, ou talvez, seja essa a verdade, não existe final feliz para "os bons" e heróis que se dão bem existe só nos filmes hollywoodiano.

A história é boa, enredo digno de filme. Lógico que eu não vou deixar de criticar, faz parte. Porém provavelmente (tenho quase certeza), que os pontos em abertos que o autor deixou, foram propositais. Mas poxa, eu queria muito saber o aconteceu com o Cesário e toda a loucura que ele começou, era droga ou coisas do além mesmo?
"Acordei na minha cama desesperado, tentando estancar um sangramento onírico no meu pescoço. "(p.48)

Achei genial a crítica (nem sei se é uma crítica mesmo, mas entendi assim) que o autor fez em relação a religião. É fácil cometer atrocidades e depois ficar de boas com Deus, não é mesmo? Acho que a visão de muitas pessoas sobre espiritualidade está equivocada, mas isso é conversa pra outro capítulo.

"Era surpreendente que ninguém tivesse prestado atenção a esse verdadeiro massacre. Talvez porque a sociedade não se comova com a morte de crianças pobres." (p.105)

O autor foi muito perspicaz. Não conhecia seu trabalho, mas já me considero fã só pela audácia em escrever uma história dessas usando a mais poderosa força policial (brasileira, claro). 
Não poderia deixar de mencionar que lembrei do assassinato de Marielle Franco. Acho que o contexto (favela do Rio), confronto policial e morte de crianças/adolescentes me recordaram que a realidade brasileira não é a melhor. Além de saber que a intervenção policial está a mil e, principalmente nesses últimos dias, morte de pessoas inocentes, infelizmente, não assustam mais.

A ficção sempre ajudando a refletir sobre várias coisas importantes! Talvez esteja mais que na hora de aceitar que neutralidade na literatura também não existe, não é mesmo?

Beijos e até logo!

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Nova Parceria: editora Évora

Aconteceu há um tempo, porém ainda não tinha divulgado oficialmente, e é com imenso prazer que anuncio que temos como a mais nova parceria a editora Évora! Para quem não conhece, a editora tem livros de diversos gêneros, incluindo ficção, literatura infantil e até mesmo universitários. 
O que acharam da novidade?







sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Recortes de Outubro e Novembro

Iso Republic
Outubro passou em branco, sem nenhum post, mas resolvi dar o ar da graça e atualizar vocês das minhas andanças. Durante esse período fora da blogosfera, deu tempo para refletir bastante coisa. Também casei minha irmã e apresentei meu TCC, então posso me considerar praticamente formada.

Em relação ao LP, também temos coisas novas. Parece que não curti muito essa ideia de anonimato que eu tinha estabelecido. Quem me acompanha a mais tempo deve se lembrar que há uns anos atrás resolvi que não iria misturar minha vida profissional com o blog (que ainda é um hobbie), mas gente, eu sou uma pessoa só, e ficar me compartimentando não é comigo não. Então minha carinha está exposta aí, inclusive, o instagram agora também é um só.

Com todo esse ajuntamento de Renatas, as mudanças não vão parar por aqui. Como disse, deu tempo de pensar. E com algumas discussões levantadas pelo mundo dos booktubers, quero deixar claro para vocês que sendo meu espaço, o que escrevo aqui ou posto nas redes sociais, são minhas opiniões. As "resenhas" de livros que eu escrevo, não é uma crítica literária, não sou formada nisso, não trabalho com isso. O blog nasceu a partir do meu desejo de expor o que eu achei sobre uma determinada leitura. De conversar sobre o livro, de recomendar obras e criar trocas de experiências. 

E mais dos meus devaneios, visitando blogs amigos e outros por ai, cheguei a conclusão que em determinados posts eu não escrevia o que eu gostaria de ler, mas sim o que eu achava que uma "blogueira literária" deveria escrever. Sendo sincerona: não curto o modelo de resenha que basicamente só tem uma sinopse do livro. E gostaria de saber o que vocês gostam nos blogs literários. Que tipo de resenha lhes chamam a atenção? De verdade, eu espero que vocês gostem dos meus futuros pitacos literários.

E nisto tudo, além das minhas leituras, também quero compartilhar meus processos de escrita. Muitos desejos para os cinco anos de LP, estou ficando ambiciosa. Quem sabe não vem o domínio próprio... Ah, pensei inclusive em mudar de plataforma, se tem alguém do Wordpress, uma sugestão seria bem vinda.

Não vou transformar este post em um diário. Então por hoje é só. Beijos e até logo!

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Coisas que aprendi com 22 anos

ISO Republic
  • O apoio sempre virá em momentos que você não espera, de pessoas que você não imaginava;
  • Não tente negar a importância das pessoas;
  • Amigos são importantes (e muito);
  • Homens babacas sempre vão existir;
  • Ser apaixonada por si mesma é libertador (amor próprio é lindo);
  • Nada é fácil e nem perfeito;
  • Todas as mudanças depende só de você mesmo;
  • Nada cai do céu pronto! Deus te deu inteligência para usar;
  • Não é possível mudar seus defeitos da noite para o dia, talvez nem na próxima semana, inclusive pode levar uma vida para aprender a lidar com eles;
  • Os problemas tendem aumentar se você ignorá-los, é igual louça na pia;
  • Dormir não é sempre a melhor solução;
  • Fazer faxina é bom, limpar as janelas também;
  • Tudo pode piorar (e muito, acredite!);
  • As prioridades mudam (e está tudo bem);
  • Roupas são menos necessário do que imagina, o importante é amar e ser feliz com as que possui, é libertador usar aquilo que realmente se identifica;
  • Apesar de ter aprendido tudo isso, vou seguir errando e fazendo tudo ao contrário;

      E a vida que segue.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Pré-Venda: Lua a Princesa da Lua

Lua é uma pré-adolescente que vive no dilema de não gostar de reuniões familiares, porém é obrigada pelos pais a participar. A única parte boa é Marte, seu primo, por quem é apaixonada. Só tem um problema, ou talvez dois? Melhor, três! Ele é seu primo, dez anos mais velho e... irá apresentar a nova namorada para a família.

Lua recebe uma proposta irrecusável na sua escola, e então, seis anos depois Lua está de volta para uma reunião com a família, mas desta vez, por um motivo muito especial: ela está voltando para casa depois de ter passado seis anos no melhor colégio interno. Agora não era mais uma menininha e estava preparada para conquistar aquilo que queria.

Tudo parecia estar indo bem, mas seus pais lhe dão uma notícia pela qual ela jamais esperava: ela precisava proteger a terra! Começando uma nova jornada para se preparar para tomar uma decisão muito importante que poderia colocar o destino de todos em perigo.

Lua no início, parecia ser uma garota mais reservada, mas se mostrou ser mesquinha, uma qualidade nada relevante para a posição que teria que assumir. Será que essas características ruins poderiam ser mudadas? Será que ela conseguiria alcançar a qualidade totalmente oposta do que ela era: o altruísmo?
O livro é fácil de ser lido e muito gostosinho. Uma leitura leve, rápida e com um final que promete uma aventura romântica e tanto!

A obra estará em pré-venda até o dia 07 de outubro. A autora é a Bruna Giroldo e o livro tem o selo da Editora Bookish. Se interessou pela história? Quer conhecer mais? Aproveita e entra lá no site da editora e garanta seu exemplar com um kit maravilhoso!

Mais uma coisinha: Lua tem razão quando diz que a corrida realmente faz bem! Esse hábito é maravilhoso!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Snowy, através do tempo

Autora: Danielle Tavares
ISBN: B07D6SRXF3
Editora: Amazon
Ano de Publicação: 2018
Páginas: 200

Sophia era uma moça de vinte e três anos que foi morar em Los Angeles para cursar biologia e estava iniciando sua pesquisa de mestrado em botânica. Anna, sua amiga, seguia os mesmos passos acadêmicos e ambas estavam na pesquisa de campo que se iniciaria dali a alguns dias.


Sophia estava incomodada com um sonho repetido que vinha tendo, contou para sua amiga, mas essa lhe disse que era devido a ansiedade para a viagem. Todas as noites era o mesmo sonho: estava em uma floresta, cercada de árvores altas. Seguia por uma trilha antiga que parecia não ser muito usada. Sentimentos de pertencimento aquele local lhe ocorriam e ao mesmo tempo que se sentia amedrontada ficava fascinada. Sempre um grito a despertava, um grito de dor e prazer. Ela acordava assuntada e suando. Um dia antes de partir para a pesquisa de campo, sonhou novamente. O mesmo lugar, mas algo estava diferente no sonho, desta vez tinha neblina e um tronco caído.


A pesquisa seria realizada em Sacramento, pois uma espécie de árvore, aparentemente extinta, havia voltado a aparecer com uma abundância exuberante, chamando atenção dos moradores e consequentemente dos pesquisadores. Sua flor era branca e conhecida como Mespilus Snowy.
Durante a pesquisa Sophia continua tendo os sonhos, porém eram diferentes e não a assustavam mais. Ela gostava daquele lugar e sentia alguma ligação, por mais estranho que fosse, afinal, nunca havia estado ali. Para aumentar a curiosidade dos pesquisadores, surgem boatos sobre um velho índio que morava na floresta e Sophia decide que precisa conversar com ele, pois pode encontrar respostas para sua pesquisa, e com sua teimosia vai em frente. Será que ela encontrará respostas? Será as respostas que procurava?

O livro tem bastante descrição dos cenários onde foi realizada a pesquisa, o que é interessante, pois fez com que eu sentisse que estava caminhando entre as trilhas junto com a Sophia, sentindo o cheiro da terra molhada, os raios de sol entrando na clareira por entre os galhos das árvores e toda a tranquilidade e paz que o lugar transmitia.

Achei um pouco diferente dos livros que já li, tanto na escrita, quanto na temática. Outro ponto interessante é que fala a respeito de uma pesquisa, um assunto que eu gosto muito, e foi muito bacana acompanhar essa jornada deles (dos pesquisadores). Em vários momentos tive vontade de estar fazendo parte de toda essa pesquisa, e mais vontade ainda de estudar botânica (deixa minha mãe saber que quero mudar de área no último ano do meu curso hahahaha).

Sobre o livro em si, foi uma história muito bem escrita e fundamentada. Eu gostei bastante e achei o final lindo. Gostei tanto que não mudaria nada.
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