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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Sociedade literária e a torta de casca de batata

Hoje passei aqui rapidinho para dar uma indicação literária que vocês precisam conhecer: A sociedade literária e a torta de casca de batata. Eu assisti o filme na Netflix e fiquei apaixonada pela história. Meu lado escritora/leitora ficou em êxtase com a ideia de criar uma sociedade literária, e de fato, um mês depois entrei como mediadora do Leia Mulheres.

Enfim, fui pesquisar mais e descobri que tinha o livro. Comecei a ler e percebi que a narrativa era em formato de cartas. Sim, o livro inteiro são cartas. A protagonista, Juliet, é uma escritora de Londres que recebe uma carta de um desconhecido, morador de uma ilha inglesa que foi ocupada durante a Segunda Guerra, e começa uma amizade com ele e com os demais participantes da Sociedade Literária, e amizades com base em livros só pode dar coisa boa, não é?
O livro é muito mais divertido (que novidade)! Juliet é uma mulher incrível (e muito debochada), é impossível não gostar dela. Ela e Isola são o tipo de garotas que eu gostaria de andar no recreio. É uma leitura muito gostosinha, ainda que tenha um contexto bem triste (a guerra) e a cidade esteja toda marcada pelo sofrimento.

Vocês conheciam esse filme/livro?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

5 anos de LP

Nem acredito que foram C I N C O anos entrando no blogger, clicando em "nova postagem" e despejando palavras aqui. Que dia especial. Quantas coisas ficaram registradas nesses meus textos e nas minhas fotografias. Quanta mudança, evolução, sonhos que conquistei durante esse tempo. Quantos desafios o LP superou. E aqui estou eu escrevendo mais um de muitoooos outros posts para agradecer a você que está lendo e dizer "que venha os próximos anos!".

Para relembrar um pouco sobre a história do blog, veja o post de três anos. Mas hoje falaremos sobre presente e futuro. Primeiro, já havia anunciado que faria algumas mudanças durante os próximos meses, e estou me esforçando para tudo isso acontecer, mas por enquanto revelo que não existe mais anonimato. Minha carinha está a mostra agora. O instagram também mudou e o nicho ficou um pouco mais abrangente.

Agora vamos ao que interessa. Em cinco anos de blog, finalmente consegui estabelecer um calendário de post para quem acompanha saber os dias que serão postados assuntos de seu interesse. Uma observação: apesar da programação ser de segunda à sexta, eu não tenho apenas o blog (que nem é uma fonte de renda) para cuidar, logo, não serão todos os dias exatamente, apenas dividi assim para separar por assuntos, porém, toda semana terá pelo menos um conteúdo novo (assim espero!). 
E para finalizar o post e continuar a comemoração desses cinco anos escrevendo muitooo, vou anunciar uma surpresa para vocês no instagram às 18h00. Fiquem ligados!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Abandonei o bujo?

Nunca fui exatamente uma pessoa organizada, e teve momentos que minha procrastinação dava mais trabalho do que não procrastinar, mas minha história com agendas começou bem cedo, quando, passando pelas prateleiras de um supermercado, vi uma agenda fofa. O ano era 2008 e desde então, todos os anos, até 2018 eu tive uma agenda convencional. Escolher a agenda do ano era um momento fantástico. Antes, quanto mais colorida e cheia de frufrus, melhor.
Porém agendas não estavam mais fazendo sentido para mim, e no início do ano passado abandonei a que havia começado a usar e aderi ao método bullet journal. Bem parecido com o que o seu criador, Ryder Carrol, sugeria. Simples, sem muito detalhes para eu não me perder nos objetivos. Não que quem utiliza para decorar esteja errado, mas não era este o meu objetivo. E surpreendentemente amei e consegui manter até o final do ano.
Durante esse período comecei a pesquisar mais sobre organização e passei a usar aplicativos bem interessantes que vem me ajudando bastante, mas acabei que ganhei um planner de presente e depois de refletir (muito) sobre os prós e contras, decidi me arriscar e ver qual é a desse método. É muito cedo para ter alguma conclusão e pretendo mais para frente trazer novas reflexões sobre, por enquanto, ficaremos com algumas fotos e, caso se interessem, posso contar em outro post como venho me organizando atualmente. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

O Segredo do Sucesso

Viu o título e veio aqui esperando que eu te ensine passos milagrosos para ser uma pessoa bem sucedida? Está procurando a fórmula mágica para o sucesso? Coisas do tipo é fácil de encontrar, se funciona, bom... ai é outra história! Mas não é isso que vou fazer aqui.

Eu particularmente nem gosto deste tipo de conteúdo, acho que muitos acabam se aproveitando e lucrando com charlatanismo... e você deve estar se questionando aonde eu quero chegar.

Bom, sempre fiquei curiosa em relação as pessoas que conquistaram coisas grandiosas, ainda que tudo indicasse ao contrário. Como tem pessoas tão focadas em seus objetivos? Por que de todos os alunos de uma graduação, poucos se saem bem profissionalmente, tendo um serviço legal na área e sendo bem remunerado? Não acredito em meritocracia e sei que inúmeros fatores influenciam a vida da pessoa, mas o que estou querendo focar aqui é em relação a obstinação pessoal de sujeitos que conquistaram sonhos mesmo quebrando a cara várias vezes.

Janeiro é um mês que tendemos a ficar mais desejosos, esperançosos e confiantes, criamos metas e planejamos inúmeras coisas, mas ao final do ano, pouco resta desta animação toda e as metas, na maioria das vezes, acabam parando em gavetas.

O começo é sempre difícil, mas mais difícil do que começar, é se manter firme, motivado e superar as dificuldades que aparecem no processo de qualquer coisa que se vá fazer. Um exemplo pessoal, no ano passado iniciei minha jornada como escritora, e apesar do medo de fazer isso, o mais difícil vem sendo continuar motivada frente a todas as dificuldades do mercado editorial e cortes que a área da cultura e educação vem sofrendo.

É disso que estou falando. Não do começo, mas do MEIO. 

Com esse post, sem respostas (porque não tenho), pretendo dar início a um projeto aqui no blog que acontecerá no decorrer do ano. Chamaremos de Projeto Constância. Na semana que vem (quinta), voltarei para explicar mais a vocês, mas o que pretendo é algo prático, e juntxs, construirmos uma resposta, ou quem sabe, mais questionamentos e reflexões.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Heidi


 Autora: Johanna Spyri
ISBN: 85-00-18212-1
Editora: Ediouro
Ano de Publicação: 1976
Páginas: 124
No ano passado (se não me engano) assisti o filme Heidi na netflix e fiquei encantada com a história, e então descobri que existia o livro escrito pela suiça Johanna Spyri e consegui um exemplar por meio da troca de livros do Skoob. 

Heidi é uma garotinha órfã que vivia sob cuidados da tia que ao arrumar outro emprego, decidiu deixá-la com o avô. Nada de estranho, a não ser pelo fato que o velho nunca tinha visto a criança e sua fama era péssima. Morava isolado em uma cabana no alto de um morro e praticamente não frequentava a vila, causando medo nos moradores que tinham uma história mais cabulosa que a outra sobre o "tio do morro", como era chamado.
A história se passa nos Alpes Suíços, e no livro é possível se encantar com a descrições belíssimas sobre a paisagem, é lindo a conexão com a natureza que Heidi possui. Ela é uma criança curiosa,  tagarela, carinhosa e apesar de mostrar ingenuidade em vários momentos, é muito inteligente e espontânea.

O livro é infantil, como se observa pela descrição, porém tem uma temática muito pertinente sobre as crianças, a educação e o amor. O filme foi bem fiel ao livro em vários pontos, então não tive "surpresas" durante a leitura.  
As personagens possui aspectos bem marcantes, tirando a tia de Heidi e a governanta, os outros são maravilhosos, principalmente o mordomo que com certeza passou a ser mais feliz depois que conheceu a garota, não só ele, mas todos que eram tocados com o carisma e doçura da pequena.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O Conto da Aia

Provavelmente já ouviu falar sobre esse livro ou da série inspirada nele. Apesar de fazer parte do projeto 1001 Livros para ler antes de morrer, não foi por causa disso que comecei a lê-lo, foi por indicações de outras pessoas e pela temática. 

Distopias são um verdadeiro caso de ambivalência para mim. Eu amo este gênero, mas não consigo evitar odiá-los também, por serem tão cruéis e possivelmente reais. A leitura deste livro em específico, foi um processo complicado. Acredito que se eu tivesse lido há uns cinco anos atrás, conseguiria ter lido mais rápido e o impacto não seria tanto, mas o momento em que eu li... acho que não preciso nem dizer. Houve capítulos que eu simplesmente fechava o livro para evitar continuar e ter uma crise nervosa.

O livro não é difícil de ser lido, ainda que no começo eu tenha ficado confusa, mas o conteúdo é "pesado". Offred irá contar sua rotina como aia e suas perigosas lembranças de uma época onde as mulheres ainda eram livres. Se não me engano, foi a primeira distopia com a protagonista mulher que eu li e sinceramente, não me sinto preparada para fazer uma análise mais detalhada sobre o livro, então vou deixar apenas algumas frases que destaquei durante a leitura.

"Vivíamos, como de costume, por ignorar. Ignorar não é a mesma coisa que ignorância, você tem de se esforçar para fazê-lo." (p. 71)

"Ela tem esperança, e eu sou o veículo de sua esperança." (p. 164)

"Viva no presente, aproveite-o ao máximo, isso é tudo que você tem." (p. 173)
"Não sabíamos o que dizer umas para as outras. Uma vez que nenhuma de nós compreendia o que havia acontecido, não havia muito o que pudéssemos dizer." (p. 212)

"Não deixe que os bastardos esmaguem você". (p.224)

"O inferno podemos fazer nós mesmos." (p. 223)

"Melhor nunca significa melhor para todo mundo (...) Sempre significa pior, para alguns." (p. 251)

"Para instituir um sistema totalitarista eficaz (...) é preciso que se ofereçam alguns benefícios e liberdades, pelo menos para uns poucos privilegiados, em troca daqueles que se retiram." (p. 362)
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