segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski)

 ISBN: 85-7326-208-7
Título Original: Prestuplenie i Nakazanie
Tradução: Paulo Bezerra
Cidade/editora: São Paulo/Editora 34
Ano de Publicação: 2001
Páginas: 568
Submarino - SaraivaSkoob
Não sei por onde começar essa resenha... Acabei de terminar o livro e ainda estou digerindo a história. Mas que livro! Sinto que para pode falar sobre essa obra com precisão, preciso ler mais uma, duas, vezes. Inclusive quero comprar um exemplar (porque esse é emprestado da biblioteca).
No começo a história era lenta e senti muita dificuldades com os nomes (como russo é complicate!), terminei o livro sem saber como se pronuncia o nome do protagonista, se alguém souber, por favor, me ensina! Só o nome do autor que aprendi eeee!
No início também estranhei um pouco a pontuações na escrita, parecia meio sem sentido no meio das frases e tal, mas depois se acostuma. A história em si, não é parada, logo no começo já temos uma cena a partir da qual se dará toda a narrativa (o crime, como o próprio título já diz e a sinopse também), porém as divagações de Raskólnikov se tornam cansativas.
A história é narrada em terceira pessoa, sendo o livro  dividido em seis partes.  Os capítulos não são tão longos, porém a fonte da letra é pequena. Nesta edição possui gravuras e notas do tradutor, e pesquisando fiquei sabendo que tem edições que a tradução não é tão boa, então caso forem, ler, fiquem atentos a este detalhe.

 Sinceramente eu me arrependi de não ter lido com mais "atenção", demorei muito tempo para ler (estou com esse livro desde o começo do ano) e fui lendo outros livros e deixei ele parado um bom tempo, resultado: quando voltei a ler não me lembrava de várias partes, o que atrapalhou bastante o meu entendimento em certos pontos.
"Esqueceu-se de fechar a porta após entrar, e matou, matou duas pessoas, apoiado na teoria".

Desculpa por esse resenha meio simples, mas prometo que irei ler o livro novamente e farei uma resenha bem completa, porque o livro é muito bom e merece!

Beijos <3

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O meu pé de Laranja Lima (José Mauro de Vasconcelos)

ISBN: 978-85-06-05804-6
Cidade/editora: São Paulo/Melhoramentos
Ano de Publicação: 2009
Páginas: 190
Submarino - Saraiva- Skoob
O Meu pé de Laranja Lima é um livro que eu peguei para ler lá pelos meus 12 anos de idade, porém minha mãe acabou lendo primeiro e me contou um pouco da história, dizendo que era muito triste e que havia chorado. Na época, eu até lia livro tristes, mas não me lembro o motivo falei que não ia ler porque não queria chorar. (Mas bem que eu poderia já ter lido...)
Este ano na faculdade, em uma das aulas, a professora falou sobre esse livro e me recordei que quase havia lido ele, uma amiga minha disse que eu DEVERIA lê-lo, então mais rápido possível encontrei um exemplar (na biblioteca da minha cidade) e comecei a ler às 15h00 de um domingo, tive que ir para o quarto (porque comecei a chorar na sala e todo mundo ficou olhando para minha cara), só parei para jantar, e antes das 20h00 já tinha terminado e estava com os olhos inchados de tanto chorar (na hora mandei uma mensagem para minha amiga dizendo que havia valido a pena!).
E o que faz este livro ser tão comovente? Bom, a história conta sobre a vida de Zezé, uma criança de 5 anos, mas considerada “precoce”, pois tinha aprendido a ler sozinho e fazia questões que deixavam os adultos assustados. Vivia com seus pais e irmãos em uma casinha bem simples, era uma família pobre, o pai estava desempregado e os filhos tinham que ajudar, como ser engraxate.
                De todos os irmãos, Zezé era o mais terrível, sempre aprontava bagunças, apanhando demais. Às vezes nem sabia o motivo de estar apanhando. E de tanto as pessoas falarem, ele acreditava que era um menino mal, horrível, afilhado do diabo, e por isso fazia todas essas coisas. Amava seu irmãozinho mais novo, a quem chamava de Rei Luís, e sua irmã mais velha Glória, a única que o entendia e defendia.
                Em uma família onde as necessidades básicas eram privadas, todas as pessoas estavam cansadas, a pobreza era sempre presente, o pai desempregado, a mãe doente e trabalhando, acabavam descontando toda a raiva e tristeza no pequeno Zezé, que era só uma criança carente de afeto e atenção.
               O livro é narrado em primeira pessoa (Zezé), sendo uma autobiografa, é dividido em duas partes: “No Natal, às vezes nasce o Menino Diabo” e “Foi quando apareceu o Menino Deus em toda a sua tristeza”. Os capítulos são curtos, afinal é um livro pequeno e fácil de ler. As letras são grandes e tem bastante narração.
               É um livro infanto-juvenil, mas recomendo que leiam! Vale a pena conhecer sua história e se emocionar com sua inocência e ternura.
Espero que tenha gostado!
Beijos <3

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald)

ISBN: 978-85-8130-172-3
Título Original: The great Gatsby
Tradução: Luis Humberto Guedes
Cidade/editora: São Paulo/Geração Editorial
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 204
Submarino - SaraivaSkoob
Obra-prima de F. Soctt Fitzgerald, este clássico do século XX retrata a alta sociedade de Nova York na década de 1920, com sua riqueza sem precedentes, festas nababescas e o encanto das melindrosas ao som do jazz. O sol em ascensão desse universo cintilante e musical é o enigmático milionário Jay Gatsby, ao redor do qual orbitam três casais glamorosos e desencontrados , numa trama densa, repleta de intrigas, paixões e conflitos que precipitam o trágico epílogo. Recriação soberba de um dos períodos mais prósperos da história dos Estados Unidos, O grande Gatsby é uma crítica mordaz à insensibilidade e imoralidade revestidas de ouro da chamada Era do Jazz, e um dos melhores romances - talvez o melhor - já escrito neste país.

Quem nunca ouviu falar desse livro? Ou assistiu ao filme (um deles estrelados por Leonardo DiCaprio)?
O Sr. Carraway depois de sair da faculdade e se ver inquieto, decidiu trabalhar com ações, uma vez que todos que conhecia estavam envolvidos nesses negócios, então parte para o Leste, mais exatamente para West Egg e passa a morar em uma casinha que tinha vista para o mar. Ao lado de sua casa, tinha uma mansão, e mesmo sem conhecer o dono já sabia as fofocas sobre ele, Jay Gatsby, o dono das maiores festas.
Na foto F. Scott Fitzgerald e sua esposa Zelda, a quem dedica o livro
Ruy Castro escreveu uma introdução incrível, que faz o leitor se interessar na história do autor
O livro vem com uma jacket com a capa do filme
Nick Carraway tinha uma prima, Daisy, casada com Tom Buchanan, um homem com fama e dinheiro, eles moravam do outro lado da cidade e logo que se mudou foi visita-los. Tom, era um homem movido a dinheiro, o que deixava Nick deslocado.
Depois de um tempo morando ali, ele recebe um convite para ir em uma das festas de Gatsby e então as coisas começam acontecer. Gatsby descobre que ele era primo de Daisy, e manda ele convidá-la para ir em sua casa (sem o marido) e passam uma longa tarde juntos.
Eles já se conheciam e haviam namorado um tempo, Daisy seguiu a vida, casou, tinha uma filha. Gatsby se encontrava preso ao passado e é o que impedia ele de continuar sua vida, pois tudo o que fazia era em razão desse amor.
O livro é narrado em primeira pessoa (por Nick), e acredito que isso fez com que a história ficasse mais tocante e pessoal, pois somos levados pelos sentimentos dele, e de todos os personagens ele foi o que me pareceu mais sensato. Não gostei de Tom, desde o início se mostrou intragável. Sobre Gatsby, posso dizer que meu sentimento era de pena e Daisy me pareceu tão bobinha e infantil.
O livro me lembrou o pessimismo da Madame Bovary, e ao final me senti desconcertada (foi difícil achar uma palavra que nomeasse meu sentimento). Imaginei outras formas da história ter acabado, mas nenhuma pareceu suficiente, na verdade acho que o que mais me incomodou foi que alguns fatos ficaram escondidos.
Romance não é meu gênero preferido, mas não tem como falar mal do livro, ele carrega consigo muitas outras coisas além das palavras escritas, talvez por isso seja considerado um dos melhores romances, e por esse motivo deu cinco estrelinhas.
Eu achei maravilhosa essa edição, capa dura, tem fotos do autor, dos atores e atrizes, a fonte das letras tem um tamanho bom. O que me deixou chateada é que na página 115 algumas palavras borraram (na impressão).

“Mas foi o que corroía, a poeira imunda que flutuava na esteira de seus sonhos, que me fez perder temporariamente o interesse pelas dores frustradas e euforias passageiras dos homens.”

Espero que tenham gostado.
Beijinhos <3

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O Inominável

O Inominável
O inominável é um livro escrito por Gustavo Lopes, um autor independente, que tem a temática de mistério e suspense. Também envolve fantasia, apesar de a protagonista negar. E já vou dizendo que não é um tipo de livro que estou acostumada a ler, apesar de ter gostado da experiência.

O livro é curto, tendo seis capítulos mais o Prólogo e o Epílogo e se encontra disponível nas plataformas de leitura Wattpad e Luvbook. É narrado em primeira pessoa na forma de um relato escrito por Thalita, uma aluna do ensino médio, contado sobre algo que aconteceu há dois anos atrás na sua antiga escola, junto com seus amigos Augusto, Andreia e Davi.

Thalita é aquela aluna que pode ser considerada comum em uma escola. Tira notas boas, tem uma boa relação com os professores e convive bem com seus colegas de sala. Talvez pelo destino se vê incluída em um  grupo que a primeira vista, não combina com eles. 

Augusto é um garoto quieto, que vive escondido dentro da biblioteca e da sala de informática, fugindo das piadinhas dos outros alunos. Essa sua característica de se manter "na sua" chama atenção de Davi, que por outro lado é mais explosivo e não leva desaforo para casa, e por sua sorte é tem boas notas, o que o destaca e mantém salvo de ser expulso. 

Andreia inicialmente tinha uma relação bem próxima com Augusto, partilhando dos mesmos gostos, ela teve uma transformação bem visível para os demais, passando da garota popular para a gótica da escola.

Conforme vai se lendo a história pode-se observar que de certa forma Augusto é o elo que unem os demais. E foi em um dia comum, quando estavam na biblioteca depois de Thalita ter ajudado os alunos de recuperação, que ele encontrou um livro peculiar que não se parecia com os outros. Nunca tinham visto aquele livro, nem a bibliotecária conhecia aquele exemplar. E o mais intrigante, não tinha nada escrito! Isso não impediu Augusto de levar o livro para casa e descobrir algo que mudaria totalmente a vida deles (e de várias outras pessoas).

A história tem uma temática contemporânea, trazendo uma discussão sobre o bulliyng e suas consequências. Me lembrou o mangá Death Note, tanto por causa do livro encontrado como a busca por uma vingança pelos injustiçados. Outro ponto que quero destacar, é a forma que foi desenvolvida a narrativa, fazendo com que a protagonista conversasse com o leitor, o que faz com que a leitura se torne mais próxima e emocionante.

O que me mais me chamou atenção foi a mudança de Augusto, o garoto tímido e calmo que no final era quem liderava o grupo. Acho que ele era quem mais tinha o desejo por vingança, e mostra como muitas vezes ficar calado somente guardando rancor, não é uma opção boa, ainda que sejam mais elogiados do que aqueles que são mais explosivos. Me fez pensar que o silêncio nem sempre pode ser bom, ele pode estar escondendo muitas coisas...

Não poderia deixar de citar que tem muitas músicas que fazem parte da história, não só como conteúdo, mas que tem relação com os acontecimentos. Eu não conhecia a maioria, algumas eu até procurei ouvir (como manda a protagonista).

Outra coisa que quase ia me esquecendo de comentar... O título do livro. Não posso falar muito sobre, por causa de spoiler, mas quando ler o livro, procura o significado da palavra "Inominável", achei isso bem significativo.
O Inominável
Enfim, é um livro de certa forma interessante e que vale a pena ler. Principalmente se gosta do gênero, ou quer conhecer sobre a história. De início já vai ser alertado sobre o final... Considero um livro bom, apesar de achar que poderia ser mais explorado, principalmente sobre as outras personagens.

Não esqueçam de comentar!
Até mais!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O Misterioso Caso de Style (Agatha Christie)

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 ISBN: 978-85-7799-262-1
Título Original: The Mysterious Affair of Style
Tradução: Raquel de Queiroz
Cidade/editora: Rio de Janeiro/BesrBolso
Ano de Publicação: 2010
Páginas: 196
Submarino - SaraivaSkoob
Hastings havia voltado da guerra e se encontrava deslocado e sem rumo quando encontrou um amigo seu, John Cavendish, que se prontificou em arrumar um lugar para ele ficar. Tal lugar já lhe era conhecido desde a infância, então aceita o convite e parte para Essex.
Já em Style percebe que algumas coisas continuavam iguais, como a falante sra. Inglethorp, mãe do seu amigo John. Porém seu novo marido era algo que destoava no lugar e percebia-se um sentimento mútuo de reprovação na relação deles. Hastings o descreve como um homem estranho, extravagante, tinha barbas pretas e compridas e sua voz era profunda.
Na casa também vivia a esposa de John, seu irmão, uma prima e os empregados.
Coincididamente, na vila também morava um velho amigo de John, o famoso detetive belga, Poirot, com quem ele se esbarrou nas ruas da cidade. E a quem recorre quando se depara com uma situação complicada, mas intuitivamente previsível.
Durante uma certa madrugada é acordado por Lawrence que lhe diz que sua mãe (sra. Inglethorp) estava tendo um surto e a porta do quarto estava trancada. Eles conseguiram entrar no quarto depois de arrombar a porta do quarto conjunto do seu marido, que não se encontrava na casa, chamaram o médico da família, mas era tarde demais, a velha senhora veio a falecer.
De início pensam que foi um ataque no coração, mas suspeitas começam a ser levantadas, principalmente quando o médico pede uma autópsia, logo pensam sobre envenenamento. Poirot é convidado a investigar, e então as pessoas passam a ser questionadas, coisas estranhas acontecem, o suspeito é detido, tem um julgamento, até que finalmente a verdade é apresentada.
Este é o primeiro livro da Agatha Christie que o detetive Hercule Poirot aparece, e amei a forma como ele é descrito por Hastings, também dei várias risadas sobre algumas atitudes dele. Decidi ler os livros na ordem de publicação, sempre tive essa vontade, e encontrei um Grupo de Debates Livros Agatha Christie no facebook e aproveitei que eles estavam fazendo isso (claro que estou um pouco atrasada hahahaha). E mais uma vez fui surpreendida no final, às vezes fico pensando se algum dia irei conseguir descobrir quem é o assassino...
Não esqueçam de comentar!
Beijos e até logo.
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