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segunda-feira, 5 de março de 2018

[resenha] O Silmarillion

 Autor: J.R.R. Tolkien
ISBN: 978-85-7827-488-7
Título Original: The Silmarillion
Tradução: Waldéa Barcellos
Cidade/editora: São Paulo/WMF Martins Fontes
Ano de Publicação: 2011
Páginas: 460
O Silmarillion, publicado quatro anos após o falecimento do seu autor, é um relato dos Dias Antigos, a Primeira Era do Mundo. Em O Senhor dos Anéis, foram narrados os grandes eventos do final da Terceira Era; as histórias de O Silmarillion, no entanto, são lendas derivadas de um passado muito mais remoto, quando Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, habitava a Terra-Média, e os altos-elfos guerrearam com ele pela recuperação das Silmarilis.

A história se inicia contando como tudo começou, ou seja, a criação do mundo, onde Eru, o Único, criador dos Ainur propôs temas musicais e enquanto todos criavam juntos uma música maravilhosa. Então houve os primeiros indícios de contenda: Melkor, um dos Ainur que havia maiores dons e poder, tinha o desejo de dar “Existência a coisas” e preencher os vazios que penetrava sozinho, logo suas as melodias acabaram se diferenciando dos demais irmãos, isso não foi entendido como algo ruim, ao contrário, Ilúvatar decidiu lhes mostrar uma visão por meio da música, onde o vazio era preenchido. Assim eles viram um novo Mundo surgir e se preencher com os elfos e homens, logo desejaram ir viver nesse mundo e, então, o globo foi ganhando vida. Porém a maldade de Melkor crescia e ele passou a destruir o que os outros faziam.
E a história vai acontecendo, até que um dos elfos, Feänor, criador das Silmarilis, gemas preciosa, foi roubado por Melkor, que levou as três pedras consigo. Desesperado, Feänor acabou se deixando levar a loucura de recuperar as pedras e cometendo atos irreparáveis, que refletiram por toda sua geração. Com a chegada dos homens, estes acabaram sendo mais suscetíveis as enganações de Melkor, que se tornou Morgoth e acabou por disseminar mais ódio na Terra, gerando mais conflitos e guerras.

“A luz desapareceu; mas a Escuridão que se seguiu era mais do que a falta de luz, Naquela hora, criou-se uma Escuridão que parecia ser não uma falta, mas um ser provido de existência própria: pois ela era, na realidade, feita de maldade a partir da luz, e tinha o poder de penetrar no olho, de entrar no coração e na mente, e sufocar a própria vontade (p. 85)”.

A edição que eu li, que foi emprestada por um amigo, é da WMF Martins Fontes. Não sei sobre outras edições e se a estrutura é a mesma, mas eu gostei bastante desta, aliás, a trilogia O Senhor dos Anéis eu também li os livros da mesma editora e também gostei. O único problema é a letra pequena. O prefácio foi escrito pelo Christopher (filho mais novo do Tolkien) que explica a divisão da obra. Também tem os famosos mapas (que amo tanto), notas sobre a pronúncia (que é bem interessante), o glossário e apêndice (gigantes).
O Silmarillion não só conta sobre o período anterior ao que conhecemos em O Senhor dos Anéis, como sua escrita foi iniciada bem antes, no começo da carreira de Tolkien como escritor, eram os “rascunhos” que Tolkien sempre complementava, achando que não estava bom o suficiente e que nunca chegou a concluir (seu filho Christopher que organizou e publicou após sua morte). Acho que de tudo, o que mais me fascina nessa obra, além da complexidade, foi que Tolkien se dedicou a ela praticamente sua vida inteira, ele realmente criou um mundo, com seus personagens e idiomas, e não só uma história.
Não recomendo o livro para todos, acredito (baseado nos livros que eu li até agora) que uma das melhores formas de iniciar a leitura de Tolkien, seja pelo O Hobbit. Um livro que Tolkien escreveu para crianças (mas pelo menos as crianças que eu convivo, não leriam um livro desses), depois a trilogia O Senhor dos Anéis e, apenas se realmente ama esse mundo mágico, leria O Silmarillion, pois não é uma leitura simples: super descritivo, complexo, muitos nomes (não consegui decorar nem a metade), é um tipo de livro mais parado, só tem ação quando acontecem as guerras, com várias descrições genealógicas, ou seja, para ler tem que estar disposto, e vale a pena!

Resenhas dos livros citados:
Trilogia O Senhor dos Anéis:
Algum fã de Tolkien por aqui?
Beijos

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