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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

[resenha] Jane Eyre

Autora: Charlotte Brontë
Título Original: Jane Eyre
Tradução: Miércio Táti
Cidade/editora: Edições de Ouro/Rio de Janeiro
Ano de Publicação: 1971
Páginas: 202
Como eu já havia falado no instagram (@lovely.placee), este ano decidi que vou realizar o Brontë Book Challenge, inspirada pela @sabrinarebelo. Este desafio consiste em ler um livro por mês das irmãs Brontë, totalizando seis livros (somente os romances publicados em português). No meu caso, só vou ler cinco, porque já li o Morro dos Ventos Uivantes e apesar de pretender reler, não vou fazer isso no momento.
Jane Eyre é um livro que pode ser considerado praticamente uma autobiografia da autora Charlotte Brontë, escrito em primeira pessoa ele contará a vida da pequena Jane Eyre, órfã dos pais desde bebê que passou a ser cuidada pelos tios, porém com a morte do sr. Reed, irmão de sua finada mãe, ficou a mercê da tia que a desprezava e dos primos John, Elisa e Georgiana que a humilhavam e judiavam dela (principalmente John). 

Nesta época, morando na mansão Gateshead, depois da morte do tio, Jane tinha 10 anos de idade e já sofria agressões físicas, verbais e psicológicas. Seu refúgio era os livros. E entre todos os moradores da casa, tinha uma das criadas que lhe demonstrava afeto, o que fazia falta para Jane. Ela não era uma criança mal, como diziam ser, apenas um pouco impulsiva (característica que levou para vida toda) e não aceitava levar desaforo.

Um dia, deixada de castigo pela tia no quarto vermelho (quarto do falecido tio), Jane ficou com muito medo e assustou com um possível fantasma, chegando a desmaiar depois de ter o socorro negado. Depois deste episódio, passou a chorar incontrolavelmente, o que levou a chamarem um boticário (médico só chamava para a família). O homem sabendo de como tratavam a menina na casa, propôs que ela fosse para um colégio, o que alegrou a todas (tia e sobrinha).
Jane não sabia nem o que era um colégio, mas ainda assim preferia o desconhecido do que continuar vivendo naquela casa, então foi com muita surpresa que se viu em Lowood, que na verdade era um sombrio orfanato. Sua primeira amiga foi Helena Burns, e logo se aproximou da professora Miss Temple. Também aprendeu a se livrar de acusações falsas com atitudes menos impulsivas, se tornando uma ótima aluna e posteriormente professora do colégio. Em busca de sua liberdade, ela decide ir em busca de outro emprego na cidade, publicando um anúncio no jornal, consegue ser preceptora de uma adorável menina, e então começa sua nova jornada em Thornfield.

"- Não pode imaginar a que ponto o amor fraterno me faz falta! Nunca possuí um lar, nunca tive família."

No  livro fica tão claro como o dinheiro muitas vezes nada significa para aquele que lhe falta ser amado. É um história linda, emocionante (teve uma parte que eu acabei chorando hahaha), ainda mais sendo praticamente um relato da história da pequena Charlotte. E como uma boa apreciadora de romances policiais, não posso deixar de admirar o mistério que existe na história.
Eu estava com as expectativas altíssima, querendo muito gostar da história e com medo de me decepcionar, mas superou as expectativas, se tornou um dos meu favoritos. Nunca nenhuma outra personagem tinha me cativado tão rápido quanto Jane Eyre. Desde criança, com sua faceirice incompreendida, tanto jovem em busca de sua independência, quanto adulta em conflitos por uma grande paixão, ela se mostrou dona de si, uma pessoal amável, mas que também sabe repreender, gentil, mas que não se deixa levar por falsas demonstrações de afeto.

Já leram este livro ou algum outro das irmãs Brontë?
Beijos

2 comentários:

  1. Tava passando pelos posts pra ver qual ler primeiro e esse chamou minha atenção. Já li O morro dos ventos uivantes e ele superou minhas expectativas, entrou pra lista dos favoritos e desde então, to bem curiosa pra ler mais das irmãs Brontë, o que me falta é tempo, hahaha. Até porque os livros delas requerem dedicação, né? No momento to lendo Madame Bovary, que tava na minha lista faz um tempão e é bem difícil de ler.
    Adorei a resenha! Saber do que se trata a história deu mais vontade de ler, hahaha. Ver mulheres falando de mulheres (fortes e independentes) em pleno século XIX é fascinante!
    Beijos, lindona!

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    Respostas
    1. Aconteceu o mesmo comigo quando eu li O Morro dos Ventos Uivantes. Na época eu não lia muitos clássicos e não tinha tanta expectativa com o livro.
      Eu acho os livros delas uma leitura fácil e gostosa de se fazer.
      Agora Madame Bovary eu achei mais cansativa e difícil também!
      Acredito que você vai amar Jane Eyre!
      Beijos <3

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