sábado, 31 de janeiro de 2015

Perdão, Leonard Peacock (Matthew Quick)


ISBN: 978-85-8057-395-4
Título Original: Forgive Me, Leonard Peacock
Tradução: Alexandre Raposo
Editora/Cidade: Intrínseca/Rio de Janeiro
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 223
Nota: 4/5


Sinopse: Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele vai assassinar o ex - melhor amigo e depois se matar usando a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich.
Talvez no futuro ele conseguisse acreditar que ser diferente é bom, até importante.
Mas não hoje.
Matthew Quick, autor de O lado bom da vida, mais uma vez empresta seu texto sincero e sem meias palavras a uma história sobre as difíceis escolhas com as quais nos deparamos todos os dias e a luz que, ainda assim, sempre brilhará dentro de nós.

Leonard Peacock é um adolescente que está completando seus dezoito anos. Morando sozinho em South Jersey, pois sua mãe foi embora para Nova York onde se tornou uma estilista, ele começa o dia fazendo os preparativos para colocar em prática sua decisão de matar Asher Beal, um colega de sala que já foi seu melhor amigo, e depois se suicidar. Por isso precisa tornar seu último dia, um dia inesquecível, especialmente para algumas pessoas, que ele considera como seus melhores amigos.


Sua atividade é se encontrar com aquelas pessoas e entregar um presente embrulhado em um papel cor de rosa para cada uma delas. E o último presente seria a pistola nazista P - 38 que herdou do seu avô. Apesar de a história durar pouco tempo, basicamente acompanhar um dia da vida de Leonard, conhecemos muito sobre ele, as pessoas com quem convive e o motivo de sua decisão. 

"Há quanto tempo esse cara está escondido debaixo do meu cabelo? Não gosto dele.
- Mato você mais tarde - digo para o sujeito no espelho, e ele apenas sorri de volta, como se mal pudesse esperar." (pág. 22)

Ele é um garoto extremamente solitário e com vários problemas psicológico, também é muito inteligente, mas a sua inteligência se diferencia dos demais. Ele realmente se preocupa com a vida que as pessoas tem, o que chega a ser interessante, já que ele está prestes a cometer um homicídio - suicídio. Não entende por que os adultos são tão infelizes, se sente rejeitado pela mãe, é diferente dos outros alunos e das pessoas de sua idade.


Na verdade é triste ver como ele confia sua vida e felicidade nas pessoas, esperando que elas façam algo, que por mais simples que fosse, ajudaria - o, como por exemplo, desejar - lhe feliz aniversário, e quando elas se mostram totalmente diferentes e alheias ao fato, acabam magoando ele, ou ele magoando elas, o que deixa - o mais desiludido e sem esperanças. 


O livro tem capítulos curtos e é narrado através do ponto de vista de Leo, gostei bastante da estrutura da narração, pois tem várias notas de rodapé que dão maior contato com os conflitos do protagonista. Algumas capítulos são cartas que vem do futuro para ajudá - lo. 

A história trás temas complicados, mas o autor consegue encaixá - los perfeitamente na história. Ele consegue também dar vida a Leonard, pois apesar de ser uma ficção, sabemos que existem muitos jovens com problemas, necessitando de ajuda, mas muitas das vezes isso é apenas colocado como uma fase da adolescência e que quando ficar adulto tudo mudará. Assim como a negligência dos pais, quando se trata de admitir a culpa devido ao comportamento dos filhos.


Eu gostei do livro, porém gostaria de saber mais sobre o final, sabe quando fica aquelas dúvidas sobre algumas coisinhas? É uma história cativante e que faz pensar. Recomendo, principalmente para quem gosta de livros que trata de assuntos mais críticos.

"Fiquei olhando você dormir por mais de uma hora, só por olhar. E durante todo esse tempo, desejei que sua mente fosse uma mar no qual pudéssemos mergulhar junto." 

4 comentários:

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