domingo, 19 de julho de 2015

As Brumas de Avalon: A Grande Rainha (Marion Zimmer Bradley)


ISBN: 978-85-312-1041-9
Título Original: The Mists of Avalon
Tradução: Waltensir Dutra, Marco Aurelio P. Cesarino.
Editora/Cidade: Imago Ed/Rio de Janeiro
Ano de Publicação: 2008
Páginas: 229
Classificação:  4/5
Série: As Brumas de Avalon: A Senhora da Magia - A Grande Rainha - O Gamo Rei - O Prisioneiro da Árvore.
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Guinevere se casou com Artur por determinação do pai, mas era apaixonada por Lancelote. Ela não conseguiu dar um filho e herdeiro para o marido, o que gera sérias consequências políticas para o reino de Camelot. Sua dedicação ao cristianismo acaba colocando Artur, e com ele toda a Bretanha, sob a influência dos padres cristãos, apesar de sue juramento de respeitar a velha religião de Avalon.
Além da mãe de Artur, Igraine e de Viviane, a Senhora do Lago que é a Grande Sacerdotista de Avalon, uma outra mulher é fundamental na trama: Morgana, a irmã de Artur.

A história se passa na Bretanha, entre o Norte, castelo de Lot, Avalon, Camelot, castelo de Artur e outros reinos. 



Quando Morgana, foge de Avalon, se abriga no castelo de sua tia, a rainha Morgause, onde Lot era rei. E ali dá a luz ao seu filho, cujo quem era o pai permanecia em mistério, assim como o verdadeiro motivo da fuga. 

Em outro reinado, o rei Leodegranz chama atenção de Lancelote, primo e companheiro do Grande Rei, pelo cavalos que o ele possuía, pois o Grande Rei, Artur, pretendia treinar cavaleiros para a grande batalha que esperavam contra os Saxões. Então o rei Leondegranz vê uma oportunidade para casar sua filha Gwenhwyfar com o Grande Rei, e como dote daria os cavalos.

Porém, Gwen não conseguia parar de pensar em Lancelote, e antes mesmo do seu casamento, Igraine percebe a paixão entre os dois pelo maneira de se olharem, e tenta encontrar uma solução para o casamento não se reaizar, mas o Merlin da Bretanha garante que não tem nada a fazer, só restando então a infelicidade para os dois jovens.
Morgana é aceita como uma das damas da Grande Rainha, mas não demora muito para pedir permissão ao Grande Rei, seu irmão Artur para voltar à Avalon, o que não esperava é que muitas coisas iriam acontecer desde então... 



A infelicidade e o medo continuam com Gwen, ainda mais por não conseguir dar ao rei um filho e herdeiro, se culpando por desejar Lancelote e pelo rei permitir rituais "pagãos", e defender os druidas, o que acaba gerando grande confusão, pois Artur havia feito uma promessa quando foi levantado Grande Rei, que defenderia ambos os povos.
E a Grande Batalha contra os saxões não demorava para chegar, e o reinos precisavam se unir para enfrentá - los.

O livro não tem um tempo cronológico exato, pois contam por estações, luas... São vários anos até chegar em um tempo mais de paz aos reinos, mas será que irá se preolongar por mais anos? Só os próximos livros poderão dizer.



A maior parte do livro se passa sob o ponto de vista de Gwenhwyfar, desde quando ainda era moça, até ser a Grande Rainha, de uma menina medrosa, ela consegue evoluir bastante, porém ainda teme a grandeza do céu e do mundo.

Porém foi Morgana, a Duquesa da Cornualha, filha de Igraine e irmã do Grande Rei, quem mais me chamou atenção. Diferente das demais moças, ela não se impõem à vontade das pessoas, nem mesmo dos homens, o que exerce grande influência em Gwen, que sempre cumpriu os desejos de seu pai, e agora do marido. Morgana aceita as situações e seus desejos como vontade da Deusa, o que dá a ela liberdade para viajar ao mundo. Mas apesar de ela  ser inteligente e demonstrar coragem, sendo admirada e temida por muitos, em vários momentos pude perceber que ela possuía sim uma fragilidade e até mesmo ressentimento por ser considerada sempre forte e comparada com sua tia Viviane, a Grande Sacerdotista de Avalon. 

O livro é dividido por capítulos longos, e as letras são pequenas, apesar de eu preferir letra maiores, achei a diagramação boa, assim como toda a estrutura do livro. A capa e igual as outras da saga, só mudando a cor da lombada.

A autora até este momento cumpriu bem seu objetivo, de narrar através dos olhos das mulheres por detrás de toda a famosa história do Rei Artur. E no livro há vários pontos importantes que merecem serem destacados, como as diferenças entre crenças, a submissão das mulheres, que fica muito claro desde o primeiro livro, quando Igraine é levada ao rei Gorlois para se casarem, e ocorre o mesmo com Gwen. A preferência pelos filhos homens, pois estes eram importantes nas guerras, para lutar ao lado do Grande Rei, enquanto as filhas mulheres eram dadas em casamentos aos companheiros do rei. E até mesmo o preconceito com as diferenças físicas das pessoas.



O livro é muito interessante, principalmente para quem gosta das histórias do rei Artur e se importa com a visão de mundo feminina. Porém não chegou a ser o meu favorito. Achei que muitas vezes acabou ficando um pouco confuso e apesar de no começo eu me empolgar bastante, depois a leitura ficou mais devagar. Em alguns momentos achei que existia descrição demais, e em outros, senti falta de mais detalhes. Mas a história geral é muito boa, e eu recomendo!

"Seus olhos se detiveram - se em Morgana com uma preocupação bondosa.- Você também já está passando da idade em que Artur a deveria ter dado em casamento a um homem.E por que o rei me deveria dar, como se eu fosse um de seus cavalos ou cães?, pensou Morgana". (p. 88) 

2 comentários:

  1. Acho as capas dessa série maravilhosas. Quero muito comprar, principalmente depois do que você disse sobre visão de mundo feminina.

    literarizei.blogspot.com.br

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    1. São bonitas mesmo.. eu acho principalmente esta que é roxo com rosa <3
      Sim, isto é o mais forte no livro. Estou lendo o último e não quero que acaba hahaha

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